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Biografia Anna Guerra

 

Anna Guerra nasceu no Recife e foi criada em Carpina, no berço do Rio Capibaribe, ao som das melodias de Capiba e do maestro Nelson. Vinda de uma família de artistas, Anna descobriu cedo sua vocação para o universo das artes.

Antes de seguir a carreira artística, Anna chegou a cursar veterinária e arquitetura, mas desistiu da vida acadêmica para seguir pintando e criando.

 

Apaixonada pela atmosfera nordestina e pelo ambiente dos engenhos, a artista retrata o cenário e a cultura do nordeste brasileiro em suas obras, principalmente o universo feminino. Ao pintar as mulheres nordestinas, Anna tenta transmitir uma força e solidez que nem sempre estão presentes na realidade dessas pessoas. Anna inspira-se também em outros artistas, como Caribé e Portinari.

 

As obras de Anna trazem cores harmoniosas, predominando os tons pastéis contrastado a cores vivas e as formas bem definidas, característica que varia de acordo com o momento vivido pela artista. Cada quadro apresenta um recado que ela tenta transmitir com figuras simbólicas. Anna Guerra tenta mostrar a força da mulher nordestina, sua determinação e garra, a luta com um mundo nem sempre hospitaleiro e, muitas vezes, hostil. A ausência de olhos em alguns quadros representa a valorização das emoções internas.

Anna Guerra foi aos poucos submetendo suas pinturas a uma tranformação, inspirada pelo cubismo e pela abstração, ao se ultilizar de cores vivas e contrastes junto a uma sobreposição das imagens, pretendendo transmitir a ideia de dinâmica, deformação e não- materialização por que passam os objetos em ação, sem perder o foco em o que ela tem de mais precioso, as suas Raízes.

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 portinari reacende a chama da comunidade  

2012

Inicia as exposições da Galeria 3058A, com a artista plástica Clélia Apostel, brasileira que reside em Frankfurt, na Alemanha.

Inicia a sua nova coleção “Barracão Brasil”, com referência ao grande espetáculo das escolas de samba que homenageiam o Nordeste, do eixo Rio-São Paulo.

É convidada para expor no WTC Business Club (SP), iniciando o primeiro “Happy Art” de 2012, com sua nova coleção Barracão Brasil.

Realiza a exposição “Poplouded 2” do artista plástico Charles Chaim, seguida do artista Rogério Perini, e depois de Paulo Nesadal, na Galeria 3058A.

Através do Projeto Raízes, pinta tartarugas de concreto com suas obras, no Grand Oca Maragogi Resort.

Realiza exposição de Rodrigo Naves, na Galeria 3058A.

A obra “Jorge Amado dos Orixás” compõe o espaço “Family Room Campo” da arquiteta Daniela Francfort na Casa Cor SP.

A designer de joias Inayá Olive inspira-se na obra “Bonecas de Dona Lia – Bandeira do Brasil”, e faz a gargantilha “Ciranda Brasileira” em ouro amarelo, gemas decoradas e diamantes, para participar do IBGM – Prêmio de Design 2012, ficando entre as finalistas.

Realiza a primeira exposição de fotografias na Galeria 3058A, com o fotógrafo Ulisses Matandos.

No bairro de Moema (SP), próximo ao parque do Ibirapuera, a artista pinta uma casa particular, com a obra “As Contas de Inayá”, e em frente, faz um mural da Bandeira do Brasil, com o tema “Bonecas de Dona Lia”, no Ibira.bar.

Em Recife (PE), faz exposição no projeto Art at Florense, na Florense Recife, com a exposição “Roda Viva”.

Na Casa Cor Pernambuco, Jaidete Ferreira e Jacqueline Ferreira, homenageiam a artista Anna Guerra, com o “Loft Anna Guerra” e ganham o prêmio de melhor projeto residencial.

A obra “Riscando Poesia em Lápis de Cor” fica exposta na Ornare (SP), no Pre-Opening Art Miami, promovido por Esther e Murillo Schattan, com curadoria de Bia Duarte, da B Licenças Poéticas.

Anna expõe na Art Expo Miami, durante a Art Basel, em parceria com B Licenças Poéticas.

Realiza a exposição da artista Heidi Liebermann na Galeria 3058A.

 

2011  

2011

Segundo painel (um díptico) fixado no Aeroporto dos Guararapes em Recife.
Inicia a nova temporada de exposições na Galeria 3058A, com obras originais de Aldemir Martins.
Disponibiliza o Anna Guerra Escritório de Arte para a realização de um painel da artista Kika Goldstein para o Restaurante Trindade em Alphaville.
Faz exposição do artista pernambucano “Cavani Rosas” na Galeria 3058A.
No Aeroporto Internacional Andre Franco Montoro, Cumbica, São Paulo, realiza uma exposição no Espaço Infraero.
Participa da Casa Cor São Paulo, com 2 obras no Casa Cor Hotel, pela arquiteta Denise Monteiro, e parceria B Licenças Poéticas.
Inaugura no Espaço Galeria 3058A, no 1º andar, o “Anna Guerra – Escritório de Arte”.
Em Maragogi, no Grand Oca Miramar Maragogi Resort, faz um painel de 75m² da Bandeira do Brasil.
Faz exposição de giclees do artista Cláudio Souza Pinto, na Galeria 3058A.

Participa de uma exposição coletiva, “Arte do Brasil”, em Burg Kronberg, Alemanha.

Faz exposição do artista plástico André Crespo, na Galeria 3058A. E faz homenagem para a artista plástica Hilda Ishibashi, no Anna Guerra – Escritório de Arte.

Participa da 1ª Mostra de Artes Figueiredo, na Galeria Sérgio Caribé (SP).

Promove o evento “Arte e Palavra”, no Anna Guerra – Escritório de Arte, com curadoria de Oscar D´Ambrosio.

Faz exposição “Nor Destinos”, do artista plástico Litho, na Galeria 3058A.

A Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco homenageia a artista, por sua posse na Academia Brasileira de Belas Artes. Através do requerimento nº 675/2011, do Deputado Antônio Moraes, em Recife.

Faz exposição individual no Espaço Villa (antiga Villa Daslu), em São Paulo.

A obra “Bonecas de Dona Lia – Bandeira do Brasil” é ilustrada na capa do caderno comemorativo de 40 anos da Procenge, empresa de tecnologia.

Faz exposição de Máscaras do artista Zarco Guerrero, na Galeria 3058A.

 

2010  

2010

Participa da ARTEXPO NY 2010 em Nova York – EUA.
Junto ao Panorama Brasil faz exposição no VHS-Volkshochschule Frankfurt am main-Zentrale – Alemanha e no Consulado Geral do Brasil em Frankfurt.
Participa do Casa Cor São Paulo, com curadoria do Escritório Vera Simões.
Na Galeria 3058A faz curadoria de obras do grupo OH! São Paulo; de Lia Thoma e Renata Sandoval; Jorge dos Anjos; Kika Goldstein; e Ilka Lemos.
Em junho, passa a integrar a equipe do escritório de arte de Bia Duarte – B Licenças Poéticas.
Em parceria com a marca Andrea Saletto, faz exposição na loja do Shopping Cidade Jardim, apresentando a coleção “Fruta Cor”, trazendo referências da coleção 2011.
Em novembro faz um “tour” pela Europa. Com o Panorama Brasil, realiza a 2ª edição em Lisboa, como curadora das exposições na Casa do Brasil e na Casa da América Latina. Participa do Art en Capital, no Grand Palais, em Paris, através de B Licenças Poéticas. Faz exposição na Galeria Lúcia Hinz em Alsdorf, Alemanha. E participa do Open Art, em Eschweiler, Alemanha.
No Rio de Janeiro, toma posse como Membro da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, ocupando a cadeira de número 7, tendo como patrono “Paul Gaugin”.
Participa da Revista “Elite Arte”, promovida pela Revista Elite Magazine, com exposição dos artistas participantes na Galeria Spazio Surreale, em São Paulo.
Inicia o Projeto “Raízes”.

2009  

2009

Passa a ser curadora do espaço 3058A, inaugurando a Galeria com Exposição de DALMAU.
Como curadora faz exposição de gravuras do artista Romero Britto, com apoio do Studio de Arte Robson Britto, no Espaço 3058A.
Participa da Exposição beneficente Elite Corpo e Arte no D&D realizada no piso superior do Shopping D&D pela revista “Elite” exibindo manequim estilizado e pintado, junto com outros artistas plásticos, celebridades e designers renomados. Beneficente para a GRAACC. Ajudando crianças vítimas de câncer.
Ingressa no programa Arte Solidaria.
Como curadora faz exposição de telas do artista Pedro Pinto, no Espaço 3058A. Integra a Equipe do projeto Panorama Brasil em Movimento, sendo artista convidada, com o tema multiculturalismo no Brasil, tendo como sede da exposição de abertura, a cidade de Lisboa, Portugal. Participa de uma coletiva no Salão Nacional de Belas Artes - SNBA (Salon National Des Beaux Arts) com curadoria de Bia Duarte do escritório de Arte, B Licenças Poéticas, no museu do Louvre, Paris.

2008  

2008

Faz frente comercial da marca Ciao Mao da designer Priscila Callegari.

2007  

2007

Exposições no aeroporto do Galeão- Rio de Janeiro onde tem uma obra no acervo do aeroporto.
Integra a equipe da Andréa Saletto, no Morumbi, São Paulo.
Exposição no Aeroporto de Brasília, no Distrito Federal.
Exposição na Livraria da Vila, Vila Madalena SP.
Em parceria com a arquiteta Sandra Paro desenvolve o projeto de um mosaico que foi adquirido pela empresa Queiroz Galvão para ser colocado em Angola, África.

2006  

2006

Exposição A Força das Cores, na Galeria Spazio Surreale, São Paulo, tendo como curadora a Sra. Livia Bucci.
Participa de uma Exposição Brasil –Itália, edição de um livro ATRAVES DA GALERIA SPASIO SURREALE SÃO PAULO.
Foi convidada por Emanuel Von Lauenstein Massarani, crítico de arte e superintendente do Patrimônio Cultural da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo para fazer uma exposição. Em conseqüência, passou a integrar o acervo cultural, da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
Pinta um São Francisco para Escola do Vaticano em São Paulo.
Em conseqüência é convidada para participar de uma Exposição Brasil-Itália, com a edição do livro Itália-Brasil Arte 2007, do critico Emanuel Von Lauenstein Massarani.
Faz duas coletivas na galeria Rodrigues, Recife PE; “os mistérios da rua nova” e uma homenagem a “Modigliani”, com vários artistas, entre eles, Samico, George Barbosa, Brennand, Abelardo da Hora.
Muda-se para São Paulo.

2005  

2005

Lança uma nova coleção: A FORÇA DAS CORES
Três telas fixadas no Aeroporto Internacional dos Guararapes - PE.
Participa do 4º. Leilão do Artista solidário em beneficio da AACD realizado pelo programa O melhor do Nordeste.
É convidada para fazer uma nova exposição no espaço ARIANO SUASSUNA, paço alfândega, Recife- Pernambuco.
Realiza exposição na galeria da Light Design, Recife.
Foi convidada pela revista Consulte para realizar uma expo em São Paulo na Galeria Malli Vilas Boas, veiculada em duas edições da revista.

2004  

2004

Chega o grande dia e faz uma exposição com 50 telas no Projeto Olinda: Arte em Toda Parte, onde tem sua segunda participação. O local foi um casarão totalmente ambientado para a sua exposição e que obteve o maior destaque, mesmo considerando que o evento conta com mais de XXX ateliês. A exposição ganha o título de Nordestinados, homenageando seu tio in memorian, “José Octávio Guerra,” com o poema BANGUÊ.
Participa do 3º. Leilão do Artista solidário em beneficio da AACD realizado pelo programa O melhor do Nordeste.
Exposição individual no espaço Ariano Suassuna, no Paço Alfândega, Recife.
Exposição no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, onde tem uma obra no acervo particular da Infraero, Recife.
Exposição no hotel Nanai em Porto de Galinhas.
É convidada pelos alunos do curso de jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco para fazer um trabalho sobre vida tendo sua obra publicada na revista Art`elier veiculada na UFPE.
Nesse ano, realiza duas exposições dentro do Projeto Arte e Cia, uma no atelier de Sônia Malta, e outra no CAAC Centro de Apoio a Arte e Cultura.

2003

 

2003

Participa pela primeira vez do projeto Olinda: Arte em Toda Parte, com atelier dividido com sua aluna Duda Camelo.
Neste mesmo ano recebe de seu pai um livro o qual chama de Bíblia com toda a trajetória do artista plástico CARIBÉ, e começa uma nova faze na sua vida. “Quero ser como ele”.
Passa a pintar mais de doze horas por dia, incentivada pelo sucesso do artista Romero Britto com objetivo de fazer uma grande exposição.
Exposição individual no restaurante Yolanda.

2002

 

2002

Participa de sua primeira exposição coletiva no Espaço Cultural ABA, com mais 16 artistas, em torno do tema CARNAVAL PERNAMBUCANO.
Começa a se interessar pala cultura nordestina com mais fervor. Neste mesmo ano realiza sua primeira exposição individual, CARNAVAL, SONHOS E FANTASIAS, no Recife.

2001

 

2001

Inaugura um atelier individual em casa forte, Recife, e passa a morar ao lado.

2000

Decide afastar-se de todas as atividades comerciais, passando a viver só de arte, dando aulas e pintando, na garagem da artista plástica pernambucana Luciana Câmara, da qual absorve várias influências.

O tempo dedicado a interação com os alunos é cada vez maior e com esse exercício abraça a arte como sua definitiva profissão.

1999

Morando em Balsas, sul do Maranhão, começa uma coleção de telas e livros sobre pintura. Neste mesmo ano é presenteada com um filho o qual deu o nome de Matheus Gonçalves Guerra. Começa uma nova trajetória na sua vida. Aprende a ser mãe longe da família. Sempre num meio rural, junto à cultura popular.

1998

Faz um curso de pintura com a professora Fátima Paz, vendendo o seu primeiro quadro ainda por terminar a uma colega de aula a qual mais tarde tornou-se sócia em uma pequena galeria de arte. Paralelamente mantinha uma loja de Roupas (Annamello) e um café, ao qual deu o nome de Café D’onanna, pois sua mãe sempre dizia que ela teria um negócio de comidas. Alucinada pela cultura do nosso povo e pela força da mulher começou a sua carreira como pintora. Anna Guerra vem de uma família de artistas plásticos talentosos, começando por sua mãe, Marta, sua bisavó Elisa, seu primo Álvaro Caldas, sua tia Vera Caldas e seu primo LULA CARDOSO AIRES, um ícone do mundo das artes plásticas.

1993

Curso de Arquitetura na FAUPE- Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do estado de Pernambuco.

1991

Faz uma viagem de carro do Recife até Curitiba, com duração de 27 dias conhecendo fazendas de gado de corte e leiteiro, totalmente envolvidos no meio agrícola influenciada pelo seu pai, advogado, agricultor e pecuarista. Trabalhou com vendas atuando com diversos produtos, inclusive arte.

1988

Ingressa na Universidade Federal Rural de Pernambuco no curso de Medicina Veterinária.

Anna Guerra

"Alegria do existir

 

Uma impressão forte e profunda que se tem ao entrar em contato com as obras de Anna Guerra está na cor. Trata-se de um choque de alegria e de interação entre as tonalidades na busca das resoluções plásticas apresentadas pela artista, sempre tendo em vista o diálogo entre a gestualidade e a forma.

 

O conjunto concebido nesta exposição tem como um de seus pontos fortes o ritmo e o equilíbrio propostos. Existe uma linguagem que está além do mero assunto e envereda pela discussão do que a artista almeja no sentido de gerar impacto no observador. Estabelece-se assim um ritmo diferenciado e próprio.

 

Há a hegemonia de uma visão marcada pelo fluxo da alegria do existir. Essa atmosfera é alcançada por um processo pictórico em que não existem barreiras. É possível constatar um espaço para o risco dentro de preceitos de domínio técnico e da construção de uma proposta caracterizada pelo erguer de uma poética.

 

Um dos pontos mais relevantes do trabalho de Anna Guerra nesta exposição está em estabelecer a sua ‘Roda viva’ de imagens. Isso significa manter sempre acesa uma chama de inconformismo com aquilo que realiza, criando um ambiente visual pleno de emoções, envolvente como um círculo entusiasmado que estimula e dá força para continuar vivendo."

 


 

[ por: Oscar D´Ambrosio, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Mackenzie, é mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil) ]

 

“Busco, no Nordeste e nas mulheres, temas bastante enraizados para desfragmentá-los em inspirações coloridas, através das quais, conto histórias sem versos. Histórias que exalam a pura emoção humana em formas e cores repletas de sentimentos, conduzida por lembranças e pensamentos originais.
São sentimentos profundos passíveis de serem vividos e  experimentados.
 
Histórias que ganham novos e antigos capítulos a cada contemplação, ainda que retratada em um único instante, mas que carrega intenso e profundo contexto.
 
Obras de uma representante da alma feminina e brasileira.
 
Digo isso pois percebo que ainda são poucos, os nomes de artistas do sexo feminino, conhecidos, apesar de exemplos notórios como os de Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, fortes expoentes do modernismo brasileiro.
 
Bem, isso é contexto histórico e foi assim que as coisas aconteceram. Gosto de pensar que o feminino sempre esteve fortemente presente, pois o poder da mulher é inerente a ela.
 
No que tange as manifestações artísticas, o meu trabalho é, desde o principio, uma homenagem a figura feminina, com sua força e delicadeza em perfeita harmonia.
 
Confiante, e não menos entusiasmada, sinceramente, espero e trabalho para dignificar o mérito, enaltecendo a arte!”  

MEMBRO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE BELAS ARTES – RIO DE JANEIRO

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